como comprar carros em leilão

Como comprar carros em leilão? Como fazer um bom negócio?

Se você já pensou em trocar de automóvel e não deseja gastar muito, então, certamente gostará de saber como comprar carros em leilão.

De modo geral, os leilões representam a oportunidade de comprar um veículo (inclusive motos) por preços acessíveis.

Embora as motos apresentem outras características, no caso dos carros, esse tipo de aquisição é repleto de benefícios ao motorista, de modo que preparamos um conteúdo completo, incluindo excelentes dicas para assegurar negócios vantajosos.

Boa leitura!

Como um leilão de carros funciona?

leilão de carros
Fonte: FDR

Quando buscamos entender como comprar carros em leilão, vale a pena entender cada detalhe da modalidade.

Desde um ponto de vista teórico, o leilão é o modo mais justo de comprar um bem. Afinal, os valores definidos indicarão a quantia máxima que o mercado pagará. Porém, a fama dos leilões de automóveis, infelizmente, não é das melhores.

Trata-se de carros recuperados pelas financeiras, em decorrência da falta de pagamentos, de batidas ou de roubos que as seguradoras optaram por declarar, em muitos casos, perda total.

Há, também, leilões de carros exclusivos e, até mesmo, que compõem frotas de empresas.

Ao ser leiloado, o carro terá o seu valor mínimo divulgado.

Perante essa informação, todos os participantes podem oferecer lances de igual ou maior valor. Na pior hipótese, ninguém ofertará nada e, consequentemente, não ocorre a venda.

No entanto, quando os lances excedem esse mínimo, quem ofertou o maior valor será declarado o vencedor.

Ciente de que será difícil revender um veículo com histórico de ter passado por leilões pelo mesmo valor que os demais, os compradores necessitam ser cautelosos a fim de não pagarem o preço errado, criando prejuízo futuro.

De onde se originam os carros de leilão?

Carros oferecidos em leilão podem ter as mais distintas origens.

Assim, conhecer de onde vem o automóvel de seu interesse é fundamental no momento de decidir se realmente vale a pena seguir em frente com o negócio.

Confira, em seguida, algumas das principais fontes de veículos vendidos em leilões:

  • Frotas de empresas: automóveis de leilão podem pertencer a uma determinada empresa, compondo, anteriormente, a sua frota. Muitas organizações renovam os seus carros periodicamente e optam por vender “no martelo” os veículos que serão substituídos;
  • Acidentes de transporte: é possível que um carro 0 km tenha sofrido avarias enquanto estava em transporte pela fábrica. A montadora, então, decide levá-lo a leilão. Esses automóveis tendem a trazer desde grandes estragos até pequenos arranhões;
  • Carros financiados: quando os automóveis estavam sendo financiados e o proprietário deixou de honrar as prestações. Portanto, a financeira apreende o automóvel e o vende por leilão;
  • Veículos acidentados e vendidos pelas seguradoras: esses carros sofreram acidentes, tendo a seguradora declarado a “perda total”. Assim, somente desmanches ou estabelecimentos de ferro-velho podem comprá-los. Todavia, podem ir parar nos leilões por meio de alguma empresa mal-intencionada.

Como ocorre a taxação sobre os automóveis?

O novo dono, além do preço combinado pelo carro, deve arcar, ainda, com a comissão de 5% do leiloeiro sobre os valores pagos, bem como uma parcela para cobrir despesas administrativas.

Os órgãos de cada estado determinam essa taxa, dependendo do montante negociado durante a transação.

Por exemplo, no estado de São Paulo, em um arremate cujo valor seja de até R$ 99,99, os compradores devem pagar um adicional de R$ 30,00.

Para valores entre R$ 20 mil e R$ 24.999 a taxa será, portanto, de R$ 1.750.

Assim, caso você se interesse em como comprar carros em leilão, deverá conhecer tudo o que puder acerca do processo e, principalmente, dos automóveis ofertados.

Quando não comprar um carro em leilão?

Se você não tiver experiência ou for pouco habituado ao comércio de carros, é indicado evitar esse negócio.

O mais provável é que acabe pagando mais do que o apropriado ou que revenda por um preço inferior ao valor do automóvel.

Por outro lado, se estiver acostumado a negociar o seu veículo, trocando-o por um modelo mais novo, tenha em mente que poucas concessionárias e lojas consideram obter um automóvel de leilão em seus estoques.

Em outras palavras, será mais fácil revender o carro no mercado particular, mas, para tanto, é necessário ser paciente até encontrar o comprador ideal.

As seguradoras também não gostam de carros provenientes de leilão. Elas sabem que esses veículos não têm o mesmo valor junto ao mercado e, nas raras ocasiões em que aceitam uma apólice, esta não cobre integralmente o valor do automóvel.

Caso deseje colocar o carro no seguro, é melhor considerar um que tenha outra procedência.

Como se precaver?

carro em leilão
Fonte: Quatro Rodas

Enquanto modalidade comercial, há uma legislação específica que define os leilões.

Assim, é a única categoria na qual um determinado bem poderá ser vendido (de acordo com as regras de cada estado) sem garantia e nas condições de conservação em que se encontra.

Por esse motivo, alguns automóveis com defeitos conhecidos podem ser vendidos, desde que as avarias estejam explicadas na descrição de seu lote.

Ou seja, a lei determinada que a ocorrência de sinistros (de grande, média ou pequena monta) seja informada, bem como outros eventos em seu histórico.

Dessa forma, os compradores não devem dar um lance sem, antes, obter todos os dados possíveis. Primordialmente, eles devem conhecer a empresa responsável pelo leilão, assim como o edital desse processo.

Os organizadores devem, obrigatoriamente, disponibilizar esse documento, detalhando todos os deveres e direitos dos compradores.

Após conhecer esses compromissos, os compradores devem investigar, de modo aprofundado, os automóveis do leilão que os interessem.

Avaliando o veículo

Uma boa dica é levar um especialista ou mecânico para averiguar o carro pessoalmente.

Ainda que não se possa ligar o automóvel, esse profissional terá condições de:

  • Observar se o veículo foi modificado de alguma forma;
  • Inspecionar as suspensões;
  • Conferir o reservatório do óleo – que indica a existência de problemas mais sérios;
  • Avaliar a pintura a fim de descobrir se o carro sofreu colisões;
  • Entre muitos outros detalhes.

Nesse sentido, é altamente recomendável, ao participar de um leilão, fazer uma triagem, isto é, uma seleção dos automóveis de seu interesse.

Após conferir os dados sobre o estado do carro no edital, verifique quais são os dias agendados para visitar os lotes (geralmente, os sites dos leiloeiros divulgam essas informações).

Vale lembrar que, mesmo durante a pandemia, muitos lotes estão com controle de entrada e agendamento prévio para a visitação.

Conforme mencionado, você não poderá virar a chave e ligar o motor. Todavia, isso não impede que o carro seja inspecionado.

Não se esqueça da “regra de ouro” ao comprar qualquer automóvel usado ou seminovo: observe bem o nível de desgaste na cabine, a existência de sinais de reparo no compartimento do porta-malas e do motor, diferenças de coloração entre as peças, alinhamento das portas, lataria e outros aspectos básicos.

Se, após todos esses cuidados, não estiver totalmente seguro, leve o profissional supracitado à visita. Caso entenda de carros poderá, evidentemente, ir sozinho, pois o veículo fala por si.

Todas as pessoas que possuem certo grau de conhecimento sobre o assunto conseguirão visualizar situações de desgaste, diferenças nas carrocerias, estado dos pneus, gambiarras no motor, dentre outros.

Saiba exatamente o que você está comprando

Os leilões são um dos meios mais honestos de adquirir um carro, porque eles estão no estado em que realmente se encontram. Frequentemente sujos, os automóveis não têm nenhum polimento para disfarçar.

Não obstante, sempre existirão riscos em uma compra, mesmo fora dos leilões. Os compradores devem minimizar os prejuízos com uma avaliação precisa do carro, além de checar a placa junto ao Detran do estado de registro do automóvel.

Certamente, o órgão terá um histórico do automóvel, revelando multas, roubos, acidentes e inadimplências de proprietários anteriores. Na existência de débitos, os compradores podem tentar negociar com os ofertantes.

Ademais, as casas de leilão precisam declarar, na descrição do lote do automóvel, se o IPVA e quaisquer outras documentações e taxas estão quitadas. Você deve considerar esses custos também.

Ciente dos riscos, os compradores podem conseguir realizar um bom negócio na aquisição de automóveis de leilões.

Muitos carros nunca passaram por avarias, porém, foram recuperados de proprietários que não pagaram prestações de financiamentos. Alguns podem apresentar baixa quilometragem.

Logo, com histórico devidamente verificado, podem ser opções interessantes.

Fique atento aos detalhes ao procurar saber como comprar carros em leilão

Há distintas formas de leilão, de modo que é possível encontrar vários carros, tanto em ótimo estado de conservação quanto necessitando de investimentos em reformas e consertos.

Portanto, é importante ficar atento aos detalhes.

Ou seja, você deve ler atentamente tudo o que consta no edital, os dados sobre os carros e as observações relativas a cada veículo.

Se for possível, verifique se os automóveis de seu interesse possuem alguma taxa ou documentação atrasada, IPVA, seguro obrigatório e multas.

Também é indicado vistoriar o carro pessoalmente. Desse modo, você assegura que o automóvel que adquirirá realmente será capaz de atender às suas necessidades e desejos.

Uma vez que os carros de leilão podem ter as mais diferentes origens, é altamente recomendável ficar atento.

Em geral, há excelentes oportunidades de encontrar um carro em bom estado de conservação e que não causará problemas em leilões, sendo proveniente de frotas de empresas e de financiamentos, por exemplo.

Vale lembrar, ainda, a existência de diferenças importantes entre leilões. Existem, na esfera privada, muitas distinções em relação a valores, processos pós-aquisições e procedimentos, assim como restrições que o carro pode ter.

Por isso, cada leilão poderá se destinar a públicos específicos.

Considere o seu orçamento

É necessário, antes de dar os seus lances, verificar se os veículos que estão sendo leiloados estão em valores justos. Você pode fazer essa checagem facilmente por meio de uma pesquisa para levantar o valor de mercado de cada modelo.

Outra orientação fundamental consiste em estabelecer quanto você pode (ou está disposto) a gastar no leilão. Desse modo, você terá um controle maior sobre os seus investimentos e conhecerá os seus limites financeiros.

Inicialmente, indicamos realizar um planejamento financeiro adequado. Existem aspectos relevantes a considerar antes da realização de seus lances.

Por mais barato ou vantajoso que um determinado carro possa parecer no leilão (obviamente, sempre em comparação com a tabela FIPE), alguns custos não podem ser negligenciados, tais como:

  • A comissão do leiloeiro (geralmente, de 5%);
  • O transporte do veículo;
  • A documentação do carro;
  • As taxas do leilão;
  • Os eventuais reparos que precisarão ser feitos no automóvel.

Diferenças entre grande, média e pequena monta

O termo “pequena monta” é utilizado para os veículos que sofreram danos leves, isto é, avarias que não abalam sua estrutura ou monobloco.

Algumas seguradoras, aliás, contam com planos especiais de coberturas para carros dessa categoria.

“Média monta” é a expressão para os carros que passaram por danos mais graves. A maior parte das seguradoras não faz apólices para esses automóveis. A lei, inclusive, proíbe alguns desses veículos de circular.

Antes, faz-se necessário realizar os consertos, submeter os automóveis a vistorias no Detran e obter laudos com restrições gravadas nos documentos (validade é de trinta dias, prorrogáveis por mais trinta).

Logo, vale a pena projetar qual será o investimento nas regularizações e nos consertos, definindo, ainda, o tempo demandado para que isso se realize.

Se os lances estiverem muito próximos aos valores de mercado, então, a compra não valerá a pena.

A famosa “perda total” (PT) é, também, expressa pelo termo “grande monta”. Nessas situações, os carros só servem de sucata, sendo geralmente adquiridos por empresas de ferro-velho e especializadas nesse tipo de trabalho.

Tenha mais do que uma opção

A partir do crescimento de leilões de carros, os lances podem se tornar crescentemente mais competitivos. Assim, indicamos que os compradores tenham mais de uma opção em mente.

Você deve acompanhar as atualizações postadas pelo leiloeiro em seu site, separando, no mínimo, três alternativas de carros do seu interesse.

Dessa forma, se não tiver êxito em um lance, terá outras duas oportunidades para arrematar um bom automóvel.