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Como analisamos carros: o método por trás das análises de modelo

Esta página explica como são feitas as análises de modelo publicadas aqui — o que entra nelas, o que fica de fora e por quê. Ela existe para não ser repetida dentro de cada análise: o que muda de carro para carro fica lá, o método fica aqui.

A fonte é uma só: a tabela FIPE

Toda análise de modelo deste site é construída sobre a série de preço da tabela FIPE, lida pela API pública no dia em que a página é gerada, com o mês de referência escrito na própria peça. Nenhum preço é digitado à mão em lugar nenhum: as diferenças, os percentuais e as médias são calculados sobre os valores lidos. Se a FIPE não responder, ou responder por parte das versões apenas, a página não é publicada — uma faixa de preço montada sobre as versões que responderam anunciaria como mínimo e máximo do modelo o mínimo e o máximo do que sobrou.

A FIPE publica preço médio de mercado, e isso não é preço de venda. O exemplar real vale mais ou menos conforme conservação, quilometragem, histórico e região. Ela também cataloga versão, não modelo: o mesmo carro aparece dezenas de vezes, uma para cada combinação de motor, câmbio e acabamento — e é por isso que as análises mostram a tabela versão por versão em vez de um número só.

O que estas análises não medem

Está fora tudo o que exigiria ter rodado com o carro ou ter base de dados que não temos: consumo real, conforto, ruído em estrada, espaço de porta-malas na prática, qualidade de acabamento, custo de revisão na rede, disponibilidade de peça e problema recorrente por motorização. São perguntas legítimas, e nenhuma delas se responde com tabela de preço — então não são respondidas aqui.

Não dirigimos os carros analisados. Dizemos isso em cada página porque a alternativa comum é o contrário: texto que soa como teste, sem nunca mostrar de onde veio nenhum dos números. Para as perguntas de uso, a fonte útil é quem tem o carro há anos e a oficina que atende a marca na sua cidade.

Também não há ranking de marca, nota geral nem “melhor da categoria”. A tabela não sustenta nenhuma das três, e inventá-las seria exatamente o que este método existe para evitar.

Como usar esses números numa negociação

O valor prático da tabela é servir de âncora, e três contas resolvem a maior parte das dúvidas.

1. O que você paga a mais que a média. Pegue o valor do ano-modelo que está olhando e compare com o que o vendedor pede. A diferença é o que está sendo cobrado pela condição daquele exemplar específico — e ela precisa ser justificada em item verificável (revisão em dia, pneu novo, segundo dono, garantia), não em conversa.

2. Quanto a idade realmente desconta. Compare o ano que interessa com o imediatamente anterior, na mesma versão. Em boa parte dos modelos a diferença por ano é pequena, e aí procurar um exemplar mais velho economiza pouco e traz um ano a mais de desgaste. Em outros ela é grande, e esperar compensa. É por isso que a análise mostra a série inteira em vez de um número: a resposta muda por carro.

3. Qual versão você está comprando. É o erro mais caro e o mais comum. Versões do mesmo carro estão a dezenas de milhares de reais de distância na mesma tabela; anúncio que informa só o nome do modelo e o ano está omitindo justamente o dado que mais mexe no preço. Confira motor, câmbio e acabamento antes de comparar qualquer valor.

Por que o zero-quilômetro aparece separado

A FIPE lista o zero-quilômetro como uma linha à parte do ano-modelo corrente, e a distância entre os dois é a perda que acontece no momento em que o carro deixa a concessionária — sem nenhuma quilometragem para justificá-la. Quando o modelo tem essa linha, a análise mostra o tamanho dessa queda por versão, porque ela costuma ser maior nas versões mais caras, o que inverte a intuição de que a topo de linha protege melhor o dinheiro.

Quando o modelo não tem linha de zero-quilômetro, ele saiu de linha: tudo o que a tabela mostra é usado, e a comparação útil passa a ser entre anos-modelo. As análises dizem qual dos dois casos é o seu logo no título e no primeiro bloco.

Erro e correção

Cada valor publicado pode ser reconferido na tabela FIPE do mês de referência indicado na página. Se encontrar divergência, escreva pela página de contato — a correção é feita na peça e o método é revisto aqui se o erro for de método.