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Jeep Renegade: prós e contras – vale a pena comprar?

Sem dúvida, você precisa considerar vários pontos na hora de comprar um veículo. Assim, ao pesquisar por “Jeep Renegade: prós e contras”, você poderá tomar a decisão mais acertada.

Vamos conhecer, em seguida, quais são os principais pontos positivos e negativos do modelo?

Mas, antes, uma breve apresentação do Jeep Renegade.

Breve histórico do Jeep Renegade

Jeep Renegade
Fonte: Motor1

Nascida em 1941, a Jeep construiu uma legião de fãs ao redor do mundo.

O termo “jipe” é utilizado para identificar carros de construções mais robustas, ideais para trilhas off road. No entanto, foi em 2015 que nasceu um dos maiores sucessos da marca, principalmente em solo nacional.

Lançado em 2015, o Jeep Renegade se tornou rapidamente um sucesso estrondoso de vendas, alcançando o número de 350 mil unidades vendidas no mês de agosto, sendo 56% em vendas diretas.

Vale lembrar que o número é referente apenas às vendas no Brasil.

É fácil andarmos pelas ruas do país e nos depararmos com o veículo, seja circulando pelas estradas, seja estacionado bem à sua frente.

Isso é apenas um reflexo de seu número extraordinário de vendas, tornando-se um dos carros mais queridos em solo nacional.

O automóvel da empresa norte-americana foi o primeiro produzido na moderna fábrica de Goiânia. Isso fez do Brasil um dos pioneiros na fabricação do carro, também fabricado na Europa – como em Melfi, na Itália, e em Rüsselsheim, na Alemanha.

O carro recebeu sua primeira repaginada em 2018, já com linha 2019.

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Jeep Renegade: prós e contras para avaliar antes de comprar

Jeep Renegade
Fonte: Motor1

Será que esse verdadeiro sucesso de vendas é realmente perfeito?

Bom, o Renegade comete alguns tropeços aqui e ali, e é aqui neste review completo que veremos se o carro da Jeep merece realmente esse número de vendas tão expressivo.

O espaço do porta-malas é uma das primeiras decepções do Renegade

Por se tratar de um SUV, é comum termos em mente que se trata de um carro mais espaçoso, ideal para aqueles que queiram curtir uma viagem relaxante com a família ou com os amigos, mas não é isso que vemos no porta-malas do carro da Jeep.

O espaço possui capacidade de 273 litros, número bem inferior se formos compará-lo com o SUV Honda HR-V, seu maior rival, que possui capacidade de 437 litros, espaço consideravelmente maior e que fará bastante diferença dependendo do seu uso.

Para você ter uma pequena noção de espaço, o carro consegue comportar, em média, quatro malas, intercalando entre pequenas e médias.

Se você, por acaso, tentar encaixar mais uma mala de médio ou grande porte, poderá se frustrar com a falta de espaço.

Mas o porta-malas não é de todo mau. A boca de abertura é bem espaçosa, ideal para objetos grandes.

Vale a pena, entretanto, tomar cuidado com objetos pesados, pois a altura do porta-malas para o chão tem cerca de 75 cm.

A parte interna também conta com ganchos para sacolas de compras e compartimentos nas laterais para objetos pequenos.

Lembrando mais uma vez que o espaço do porta-malas dependerá muito da sua necessidade, então, se você tiver um perfil mais casual ou uma família pequena, na certa não irá se incomodar com os detalhes relatados acima.

Interior bastante espaçoso e confortável, até mesmo para as pessoas mais altas

O que o Jeep Renegade deixa a desejar no quesito porta-malas, ele entrega de forma sublime no interior do veículo.

O carro possui 4,23 metros de comprimento, 1,80 de largura e 1,66 de altura, mas é no entre-eixos que o carro se destaca, possuindo 2,57 metros de entre-eixos.

O espaço entre o banco traseiro e os dianteiros tem cerca de 45 cm de distância.

Apesar de parecer pouca coisa, o valor lhe garantirá um bom espaço para se acomodar com conforto nos bancos.

Os três bancos traseiros também possuem bons espaçamentos entre si.

No entanto, apesar do banco do meio não ser elevado, incomodando bastante a pessoa que der o azar de sentar nele, o túnel central é bastante ressaltado, incomodando consideravelmente na hora de acomodar os pés.

Outro ponto negativo para aqueles que sentarem nos bancos traseiros é a falta de um ar-condicionado ou uma porta USB na área do túnel central, no entanto, esse problema não está presente na linha intermediária e na topo de linha, que contam com ambas as saídas.

Ainda falando sobre o interior do veículo, um ponto muito positivo do SUV é o seu painel.

Isso porque os materiais utilizados em sua construção são de excelente qualidade, dando um visual ainda mais lindo ao veículo.

No entanto, o mesmo não se pode dizer da tela de comando que, apesar de ser bem cara, apresenta tecnologia um tanto defasada.

Sistema Start & Stop: erro ou acerto da Jeep?

Avaliando o Jeep Renegade, prós e contras, nos deparamos com o sistema Start & Stop.

Utilizado nos modelos desde 2016, o comando Start & Stop é aclamado por boa parte dos fãs do Renegade, e odiado pela outra parte.

O sistema funciona desligando o motor automaticamente quando o motorista bem entender. Igualmente, com a mesma facilidade, o sistema religa o carro assim que o motorista tira o pé do freio.

A principal queixa dos motoristas é alegar que a função Start & Stop ajudará a diminuir a vida útil da bateria, fazendo com que o sistema seja, em boa parte das vezes, rejeitado pelos motoristas.

No entanto, apesar de algumas pessoas torcerem o nariz para o sistema, o comando não só ajudará o veículo a beber menos, melhorando o consumo, como ajudará o utilitário esportivo compacto a responder melhor nas retomadas.

Sem contar na redução de poluentes emitidos pelo carro.

Há aqueles que dizem também que o ar-condicionado pare de funcionar quando o sistema está ligado. Mas, não tem problema nenhum, pois o motorista pode encerrar a função a qualquer momento.

Renegade flex vs diesel: a diferença entre as duas principais variantes

Apesar de uma questão tão pequena, como o uso do Start & Stop afetar ou não o desempenho da bateria, a única coisa que deveria entrar na principal pauta de discussão são os dois principais modelos do Jeep Renegade.

Basicamente, o que você precisa saber é que as versões flex costumam beber mais e andam menos que as versões a diesel.

Para se ter uma ideia, as versões com motor 1.8 flex e câmbio manual de 5 velocidades fazem cerca de 7,5 km/l nas cidades e 8,3 km/l nas estradas.

O consumo é o mesmo para as versões de câmbio automático de 6, 7 e 8,5.

Já as versões a diesel com motor 2.0 turbodiesel fazem 9,4 km/l nas cidades e 11,5 km/l nas estradas, ou seja, uma diferença bem grande.

No geral, os números ficam assim:

  • Modelo de entrada com motor 1.8 flex (câmbio automático de cinco velocidades e automático de seis, sete e oito e meio): urbano: 7,5 quilômetros por litro / rodoviário: 8,3 quilômetros por litro / média: 7,9 km/l;
  • Modelo turbodiesel com motor 2.0: urbano: 9,4 quilômetros por litro / rodoviário: 11,5 quilômetros por litro / média: 10,4 km/l.

A sensação de direção é um dos principais destaques do Renegade

Há três pontos bastante positivos a se destacarem quando avaliamos o Jeep Renegade, prós e contras envolvendo sua direção.

O primeiro ponto é que se trata de um carro bastante silencioso, afinal de contas, já se foram os anos em que os carros faziam aquele barulho ensurdecedor, capaz de acabar com a paz e tranquilidade da sua viagem ou passeio.

Outro ponto bastante positivo do carro é a direção elétrica bem calibrada, o que faz com que as manobras sejam realizadas com fluidez, sem muito esforço por parte do motorista.

O terceiro e mais importante ponto a se destacar é justamente por se tratar de um carro extremamente seguro, recebendo 5 estrelas no teste da LATIN NCAP, um dos principais programas de avaliação destinados à segurança automotiva.

O carro possui 2 airbags e é classificado como estável.

Assim, você pode andar pelas ruas esburacadas de grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo e sentir o carro filtrar as irregularidades do solo, seja ele asfaltado ou não.

Esse fator se dá principalmente por conta da suspensão independente nas quatro rodas do carro.

Jeep Renegade e seu desempenho abaixo do esperado

Em 2016, o modelo de entrada (motor 1.8 flex) acabou passando por um “upgrade” – e digo isso entre aspas porque a evolução não foi tão significativa assim, deixando bastante a desejar no quesito performance.

O modelo possui 139 cavalos com câmbio manual de cinco velocidades, além de 19,5 kgf/m de torque.

O grande demérito dessa versão é o fato de que o carro é muito pesado para esse motor. Ou seja, você não espera ter que reduzir a segunda marcha para qualquer subida a ser encarada.

Há também esse problema de trocas de marchas incessantes no modelo automático.

Nesse ponto, fica explícito que a melhor versão do carro é a Longitude 2.0 com motor turbodiesel. Isso porque o modelo já é bem mais completo, contando com uma central multimídia, câmera de ré, além de ar duas zonas.

Cotações de seguro para o Jeep Renegade

Aqui está mais um dos muitos pontos que você deverá depositar toda a sua atenção, pois as cotações de seguro, tanto para a versão de 1.8 quanto para a versão a diesel, possuem valores bem salgados, ultrapassando a marca dos R$ 8.000,00.

Por isso, recomendamos que você faça a sua cotação antes de adquirir o veículo.

Design que mescla contemporaneidade e robustez

Um dos principais pontos positivos do Jeep Renegade é o seu design.

O carro é uma clara evolução em termos de construção e design se formos olhar para os modelos já apresentados pela marca anteriormente.

Assim, isso mostra que a Jeep chegou a uma nova geração com muito capricho e bom gosto.

A grade dianteira dá um ar de sobriedade e brutalidade ao carro.

O Jeep, por si só, já passa esse ar em cada canto de sua construção – tudo isso sem perder o frescor de toques mais atuais que o deixam com um visual moderno bastante atraente.

Inspiradas nos velhos galões de gasolina que acompanhavam os antigos carros produzidos pela marca, as lanternas traseiras quadradas contendo um pequeno “X” são os principais destaques do carro.

Dessa forma, é simplesmente impossível não as associarmos ao veículo assim que as vimos.

Ao analisar o Jeep Renegade, prós e contras, vale a pena?

Jeep Renegade
Fonte: Quatro Rodas

O sucesso de vendas do Jeep Renegade é compreensível considerando seu design e construção aliados a um conjunto simples, mas equilibrado.

A sensação de dirigibilidade é uma das melhoras já apresentadas em um SUV, basta pegá-lo para um test drive para sentir a direção elétrica deixando sua experiência mais suave.

Isso sem contar a suspensão independente nas quatro rodas, sendo uma particularidade dos 4×4, utilizada pela primeira vez em um SUV.

A área interna do veículo garantirá uma dose de conforto para todos os internos, inclusive para pessoas de grande estatura, que costumam sofrer com tetos mais baixos.

No entanto, não podemos dizer a mesma coisa de seu porta-malas. Isto porque ele é bastante pequeno para a categoria, podendo frustrar algumas pessoas que tenham a necessidade de um espaço maior.

O desempenho do modelo de entrada também é medíocre, sendo um verdadeiro beberrão e não entregando a performance que deveria, ficando muito atrás dos concorrentes.

Então, depois de avaliar o Jeep Renegade, prós e contras do modelo, caso decida comprar, opte pela versão a diesel, pois ela beberá menos e andará mais.