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Câmbio Powershift: Veja Por Que a Ford Desistiu Dele

A utilização do Câmbio Powershift foi um dos maiores problemas que a Ford enfrentou ao longo de sua história.

O câmbio automatizado fez parte de alguns modelos famosos da marca, inclusive no Brasil, mas acabou não dando certo.

Mesmo assim, a fabricante manteve o sistema por mais 9 anos, gerando ainda mais reclamações dos clientes, devido aos defeitos que surgiam com o tempo.

Trepidações e travamentos são alguns dos pontos que geraram uma má fama insuperável, mesmo em SUVs de renome, como o EcoSport.

Então, se quer saber mais sobre câmbios e o Powershift em si, continue a leitura do conteúdo!

O que era e como funcionava o Câmbio Powershift?

O Câmbio Powershift era um câmbio automatizado da Ford, presente em alguns dos principais modelos da marca, como o Fiesta.

Ele foi lançado ainda no ano de 2010, quando alcançou o mercado mundial, prometendo uma economia de combustível mais eficiente e trocas de marcha mais rápidas.

Na prática, o DPS6, como também é conhecido, é equipado com 6 marchas, sendo bastante similar a um modelo manual.

A diferença, porém, é que as trocas acontecem por meio de sensores, bem como também de um sistema eletro-hidráulico.

Por isso, o funcionamento é realmente como um câmbio automático, bastando apenas colocar a alavanca na posição indicada e acelerar, sem precisar trocar as marchas.

Outro diferencial é a presença da dupla embreagem, sendo uma para as marchas ímpares e outra para as pares.

Dentro do campo teórico, o Câmbio Powershift oferecia uma forma de usabilidade invejável, e conseguiu destaque no primeiro momento.

Contudo, os problemas não demoram a surgir e a Ford acabou tendo que tirar (de forma tardia) o sistema dos seus modelos.

No Brasil, esse câmbio chegou ainda em 2013, como o EcoSport, e ficou até 2019, quando alguns modelos saíram de linha.

Quais são os principais problemas do Câmbio Powershift?

Infelizmente, apesar da ótima utilização inicial, diversos problemas começaram a aparecer com o Powershift ao redor do mundo.

As principais causas envolviam ruídos, superaquecimento, perda de potência gerada pelo motor, travamentos e também trepidações todas as vezes que o veículo arrancava.

O projeto começou a mostrar falhas graves, e no fim, bastante prejuízo para a montadora.

Outro ponto importante é que o reconhecimento da Ford também demorou para acontecer, e chegou apenas 6 anos após o lançamento do sistema.

Assim, foi a partir de então que os reparos começaram a realmente acontecer, com uma série de medidas adotadas pela marca.

A garantia, por exemplo, chegou a alcançar os 10 anos, ou então os 240 mil quilômetros rodados.

Quanto aos motivos para os problemas, a Ford concluiu que, com o tempo, uma das duas embreagens se contaminava com o próprio fluido da transmissão. E como o seu funcionamento era a seco, isso acabava gerando defeitos significativos.

Como solução, a Ford optou por utilizar uma vedação mais eficiente, mas que também não pôs fim aos problemas.

Isso realmente gerou muita dor de cabeça para os proprietários e também para a montadora, deixando o Câmbio Powershift com uma terrível má fama.

Futuramente, outros especialistas chegaram à conclusão que a caixa seca acabava se poluindo com substâncias externas, como poeira e água.

No fim das contas, a oxidação de itens fundamentais acabava contribuindo diretamente para o surgimento dos defeitos.

Quais são os modelos da Ford que têm o Powershift?

O Power Shift dominou os modelos populares da marca no Brasil, isso até recentemente. Por isso, ainda é possível encontrar no mercado diversos carros usados da Ford com esse sistema.

O câmbio PowerShift faz parte do EcoSport e das versões sedã e hatch do Focus e do New Fiesta.

Inicialmente, como já mencionado, o primeiro a recebê-lo foi o próprio EcoSport, isso ainda em 2013.

Já em 2014, os outros dois modelos também começaram a utilizar o câmbio, permanecendo por mais de 6 anos com o sistema.

O fim dos problemas aconteceu realmente apenas quando a Ford tirou alguns dos modelos de linha do Brasil.

Esse é o caso do New Fiesta e do Focus, que não são mais produzidos no nosso país desde 2019.

Já o EcoSport continuou com uma produção ativa até 2021, mas agora com a utilização de um câmbio automático convencional.

Atualmente, a montadora não produz mais veículos no país, tendo fechado todas as fábricas no ano passado.

Qual a diferença entre câmbio automático e Powershift?

De uma forma simples, o câmbio Powershift, embora pareça, não é automático, mas sim automatizado.

Isso significa que todo o seu funcionamento é similar ao manual, com a troca de marchas convencional. A diferença, porém, é que tudo acontece de modo automatizado, por meio de atuadores hidráulicos.

Um câmbio automático, apesar de toda a facilidade de utilização, acaba gerando um certo “peso” para o motor. Por isso, são comumente utilizados em modelos mais potentes, que não sentem falta dessa força utilizada.

Já o manual, por outro lado, é bem mais leve e se encaixa perfeitamente em todos os tipos de carro, apesar da necessidade de fazer tudo manualmente.

Como consequência, o câmbio automatizado consegue juntar o melhor desses dois mundos, trazendo praticidade mesmo para motores menos potentes.

Não à toa o Powershift de seis marchas era teoricamente um passo importante dado pela Ford, mas que infelizmente acabou não dando muito certo.

Conclusão

Como foi possível observar, a trajetória do câmbio Powershift acabou não tendo um final feliz, já que os modelos saíram de linha.

Mesmo assim, ele ainda é encontrado em carros usados no Brasil, já que foram muitos anos produzindo, e ainda restam muitas unidades em circulação.

Esse defeito gerado em diversos exemplares da fabricante, contudo, foi um ponto fundamental para o encerramento. Afinal, as reclamações dos clientes, processos e consertos geraram custos altíssimos para a Ford.

Por outro lado, no mercado mundial, a marca continua sendo um nome forte, principalmente nos Estados Unidos.

Assim, picapes como a Ranger e a Maverick, e SUVs como a Territory e a Bronco Sport, fazem bastante sucesso mundo afora.

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