Renault Zoe

Carros elétricos: saiba tudo e conheça os principais modelos

O preço cada vez maior da gasolina, bem como preocupações com o meio ambiente ou mesmo a busca por um rodar com menos barulho estão tornando os carros elétricos cada vez mais atrativos.

As vendas desses modelos aumentaram muito em 2021, assim, com o aumento da concorrência e o avanço da tecnologia, a tendência é que isso se mantenha.

Adquirir um desses automóveis, porém, ainda é uma realidade para poucos. Ainda que os preços estejam baixando, o investimento necessário segue sendo muito maior do que aquele para carros ditos tradicionais.

Mas a realidade é que os carros elétricos vieram para ficar – basta ver a quantidade de modelos à disposição.

Pensando nisso, montamos uma lista com alguns dos principais carros elétricos à disposição no mercado brasileiro. Há desde os modelos mais compactos até SUV capazes de acomodar a família.

Assim, ao longo do texto você irá encontrar as melhores marcas de carros elétricos e conhecerá um pouco das características de cada um deles.

Antes, porém, vamos explicar como eles funcionam e apresentar algumas de suas principais vantagens.

Veículos elétricos: como funcionam?

Como o nome sugere, carros elétricos funcionam a partir do uso de uma corrente elétrica, e não de combustíveis fósseis – aqueles tradicionais, derivados do petróleo, como a gasolina.

Para que o sistema funcione, são necessários quatro componentes: uma bateria, um inversor, um motor de indução e um sistema de recuperação de energia.

A função da bateria é armazenar a energia que será utilizada para o funcionamento do carro, e obviamente que ela é recarregável.

O inversor serve para transformar o tipo de corrente elétrica. Ela sai como corrente contínua da bateria e chega como corrente alternada ao motor de indução.

É o motor de indução que transforma essa energia em movimento, acionando a mecânica que fará as rodas girarem.

Mas um dos grandes diferenciais dos veículos elétricos é a quarta etapa, a do sistema de recuperação de energia.

Nos automóveis que utilizam combustível fóssil, sempre que os freios são acionados a energia utilizada para isso se perde em forma de calor.

Nos carros elétricos, por outro lado, essa energia é recuperada e retorna à bateria como eletricidade. Assim, há menos ruídos, menos emissão de calor e mais economia de “combustível”.

Carro elétrico x combustível fóssil

Os carros que utilizam combustíveis fósseis existem há mais de um século, mas o boom visto nas últimas décadas levantou uma série de questões, sobretudo as voltadas ao meio-ambiente.

Por mais que se descubram novas formas de extração e novos poços, em especial mar adentro, o petróleo é um recurso finito.

Sua extração tem forte impacto ambiental, mas é em especial a queima dos combustíveis fósseis que agride o planeta. Ainda que estejamos longe de conseguir substituir completamente o uso do petróleo, todo avanço precisa ser comemorado.

O desenvolvimento de veículos elétricos existe há décadas, e nos últimos anos a indústria conseguiu enormes avanços. Atualmente, há modelos bem mais acessíveis, e você pode ter certeza que não levará muito tempo para eles começarem a se tornar maioria nas estradas.

Isso deverá acontecer porque um carro elétrico traz uma série de vantagens. Seu funcionamento não emite poluentes. Por não exigir a queima de combustível, praticamente não emite ruídos.

Seu abastecimento é fácil. E ele também é bem mais econômico, considerando a relação entre o preço do combustível tradicional, da energia elétrica e da autonomia que cada um deles oferece ao carro.

Ah, outro ponto interessante a se destacar: diferentemente dos carros com motor a combustão, os automóveis elétricos têm mais autonomia na cidade do que na estrada. Isso porque o para-e-acelera ajuda na recuperação de energia.

A manutenção de veículos movidos à energia elétrica é cara?

Não, e talvez você surpreenda com o que informaremos a seguir: é muito mais barato manter um carro elétrico do que um veículo que funciona com o combustível tradicional.

Ainda que os veículos elétricos (ainda) sejam mais caros que os movidos a combustível fóssil, eles demandam muito menos manutenção. Não há gastos com óleo lubrificante, fluido para motor, velas e peças para embreagem, por exemplo.

O funcionamento dele também exige uma mecânica muito menos complexa, com menos peças. Isso quer dizer que há menos componentes com risco de precisarem ser substituídos no médio e longo prazo.

Para completar, por se tratarem de veículos com funcionamento que exige menos atrito entre as peças, o desgaste é muito menor.

Abasteça em casa!

Esta realmente é uma grande vantagem em relação aos veículos com motores a combustão: você não precisará mais ir ao posto de combustíveis, encarar fila ou mesmo correr o risco de se atrasar porque esqueceu de abastecer.

Isso porque você pode recarregar a bateria de seu veículo em casa mesmo.

A maior parte dos carros elétricos é vendida com carregadores próprios, que podem ser instalados em residências e aproveitar o sistema doméstico de energia.

Mas nem é preciso de um deles para recarregar a bateria. Praticamente todos os modelos podem ser conectados em tomadas comuns!

A diferença estará no tempo de espera para carregar completamente a bateria.

Enquanto que no carregador de parede próprio para o veículo é possível conseguir a carga cheia em até 30 minutos, numa tomada convencional será preciso cerca de oito horas para se conseguir isso.

Principais modelos de carros elétricos

Renault Zoe

Renault Zoe
Fonte: Quatro Rodas

O Renault Zoe foi lançado há quase uma década, em 2012, mas recentemente ganhou uma nova geração.

No início, ele foi trazido ao mercado brasileiro basicamente para ser uma opção para a frota de empresas, mas a ideia da montadora francesa agora é levá-lo ao grande público.

O modelo não mudou muito em relação ao anterior, mas é claro que ganhou algumas linhas mais modernas.

Ainda que boa parte da carroceria tenha sido intocada, os faróis, os parachoques, as lanternas e as rodas receberam um novo trato. E a tomada de recarga está escondida pelo emblema da Renault.

As grandes mudanças, porém, são as que mais interessam: a da parte elétrica propriamente dita. O motor agora tem 136 cavalos de potência e 24,5 kgfm, ante os 92 cv e 22,4 kgfm da primeira geração.

As baterias de alimentação são de 52 kWh – antes, eram de 41 kWh. E o carregamento é rápido: em um ponto de 50 kWh, é você retoma os 90% em apenas 30 minutos.

O Renault Zoe tem autonomia para cerca de 374 quilômetros na cidade. Com o novo motor, esse carro elétrico é capaz de arrancar de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos.

JAC iEV20

JAC iEV20
Fonte: Garagem 360

O JAC iEV20 se apresenta como o “carro elétrico mais barato do Brasil”, o que até já foi verdade. O problema é que a inflação e os efeitos da pandemia fizeram o valor saltar: seu preço por aqui já girou em torno de R$ 120 mil, mas agora se prepare para gastar mais que isso.

Ainda assim, não se trata de um valor proibitivo considerando a relação que se tem com os carros elétricos, e a tendência é diminuir com o passar dos anos.

O modelo comporta até quatro pessoas, mas é pequeno e tem um porta-malas minúsculo, para apenas 121 litros. Portanto, é interessante para passeios ou viagens entre amigos ou família, desde que você não precise levar muita bagagem.

O JAC iEV20 foi redesenhado a partir do Jac 2, que saiu de linha em 2017. Mas, a menos que você tenha um olhar muito atento, dificilmente perceberá as semelhanças.

Em termos de desempenho, esse é um daqueles carros elétricos que se saem muito bem no ambiente urbano.

Não espere, porém, muita potência. O iEV20 tem apenas 68 cavalos, o que o torna também um dos veículos movidos a eletricidade menos potentes à disposição do mercado brasileiro.

Este carro elétrico oferece três modos de condução. Um deles limita a velocidade a 70 km/h – a ideia do fabricante é preservar a autonomia do carro. Nos outros dois, você pode acelerar o quanto quiser, mas vale ressaltar que a velocidade máxima é de 110 km/h.

Perceba que isso é bem adequado para andar em cidades, mas talvez seja um problema para rodovias.

Além do preço de custo, o Jac iEV20 tem outro atrativo em termos financeiros: baixo custo de rodagem.

Com R$ 25 é possível carregar a bateria, suficiente para rodar os 400 km de autonomia que a fabricante informa render.

JAC iEV40

JAC iEV40
Fonte: Autoesporte

Este modelo é bem mais interessante para quem busca um carro elétrico capaz de comportar toda a família com algum conforto.

Trata-se de um SUV que foi baseado no jipe T40 da fabricante chinesa. O JAC iEV40 é um dos poucos modelos de SUV à venda no mercado brasileiro que funciona totalmente movido à eletricidade.

Seu preço por aqui gira em torno de R$ 225 mil. O espaço interno é ótimo, e o porta-malas é para não deixar ninguém reclamando: a capacidade de 430 litros é três vezes e meia maior do que o modelo que apresentamos anteriormente.

Em termos de motorização, o JAC iEV40 usa um motor elétrico capaz de gerar 115 cv de potência e 27,5 kgfm de torque.

Segundo a JAC, tal desempenho pe capaz de oferecer velocidade máxima de 130 km/h. A aceleração de 0 a 100 km/h, por sua vez, não é um primor de eficiência, precisando de 12 segundos para ser atingida.

A bateria interna é de 40 Kwh. De acordo com a JAC, isso assegura uma autonomia de 300 km com a carga cheia.

E lembra do aproveitamento de energia que citamos lá no início? Pois então, o sistema i-Pedal do JAC iEV40 tem funcionamento de freio regenerativo; ele gera energia toda vez que o condutor tira o pé do acelerador.

O JAC iEV40 é um SUV confortável. A bordo dele você conta com freios ABS com EBD, direção elétrica, luzes diurnas em LED, alerta sonoro para pedestres, piloto automático, volante com regulagem de altura, luz auxiliar de conversão e sensor de estacionamento.

JAC E-JS4

JAC E-JS4
Fonte: Quatro Rodas

Como você pode observar, a JAC Motors tem uma linha considerável de carros elétricos à venda no Brasi, e o JAC E-JS4 é com certeza um modelo que você precisar ficar de olho.

Este SUV, que custa R$ 250 mil, é um carro elétrico bastante econômico. A fabricante garante que é possível rodar até 100 quilômetros com ele gastando menos de R$ 10 em energia! Faça as contas e veja quanto você gastaria com gasolina ou mesmo com gás natural para fazer o mesmo percurso…

O JAC E-JS4 é equipado com uma bateria de íons de lítio com capacidade de 55 KWh. Com a carga completa, a autonomia chega a 420 quilômetros.

O carro também é ideal para a família, com um porta-malas gigante. A capacidade é de 520 litros.

Entre os itens de série estão câmera 360°, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, faróis em LED e monitoramento da pressão dos pneus.

O JAC e-JS4 atinge de 0 a 100 km/h em 7,5s. A velocidade máxima é limitada em 150 km/h, o que ainda assim o torna muito interessante para viagens mais longas, em estradas e vias expressas.

Fiat 500e

Fiat 500e
Fonte: Autoesporte

O Fiat 500 (‘Cinquecento’, em italiano) voltou ao mercado brasileiro agora com uma nova letrinha: o ‘e’, que remete à sua propulsão totalmente elétrica.

O compacto da Fiat sempre se destacou pelo design estiloso, e agora ficou mais bonito. As maçanetas foram embutidas, e os faróis e lanternas ganharam nova configuração. O emblema do 500 ficou mais elegante.

Por R$ 240 mil, você adquire toda essa beleza junto com teto solar panorâmico, carregador de celular por indução, detector de fadiga do motorista, seis airbags, controlador de velocidade adaptativo, reconhecimento de placas de trânsito, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixas e farol alto automático – e tudo isso como item de série!

Questões estéticas à parte, o primeiro carro elétrico da Fiat possui motor de 118 cv de potência e 22,4 kgfm de torque.

Tudo isso, então, o faz alcançar 150 km/h de velocidade máxima, o que o torna muito bom para trafegar inclusive em rodovias e vias expressas.

O Fiat 500e acelera de 0 a 100 km/h em nove segundos, número interessante para um carro elétrico.

A bateria de íons de lítio tem 42 kWh. Segundo a Fiat, isso dá até 320 km de autonomia.

Outro item de série do Fiat 500e é o plug in para carregar a bateria. Este ponto, entretanto, não é muito atrativo: se for usado em tomadas convencionais de 110V – que é o padrão das grandes cidades brasileiras – você precisará esperar um dia inteiro para completar a carga.

Além disso, dois Wallbox estão disponíveis – um de 7,4 kW, que faz recarga em seis horas, e outro de 11 kW, que recarrega em quatro.

Agora, se você conseguir encontrar uma estação de abastecimento de 85 kW em sua cidade, são precisos apenas 35 minutos para atingir 80% da carga.

Mini Cooper S E

Mini Cooper S E
Fonte: InsideEVs

O Mini Cooper é outro carro que dispensa apresentações. Esteticamente é muito bonito, e em termos de mecânica e eficiência, é um show à parte. O ronco do motor é música para apaixonados por carros.

Pois a primeira coisa que impressiona quem senta no banco do motorista de um Mini Cooper S E, a versão com motor elétrico, é justamente a ausência desse som.

Se por um lado o ronco do motor sempre encanta, por outro saber que se está guiando um Mini Cooper silencioso também faz isso.

Esse é um dos carros elétricos que mais caíram no gosto dos brasileiros.

O modelo chegou ao segundo semestre de 2021 como o mais vendido entre os automóveis com propulsão elétrica no mercado brasileiro. As vendas chegaram a 137 no acumulado do ano no mês de setembro.

E o que faz esta máquina – que custa entre R$ 240 mil e R$ 270 mil – ter alcançado a preferência do público?

Porque além de toda a beleza e história do Mini Cooper, a versão elétrica também se destaca pela eficiência.

O Mini Cooper S E conta com um motor elétrico de 184 cv de potência – o torque é de 27,5 kgfm. E o sistema é alimentado por uma bateria de 12 módulos em formato de “T”.

Entre todos os carros elétricos que apresentamos até agora, este com certeza é o mais próximo de tudo o que um modelo com motor à combustão oferece em termos de direção.

O carro atinge velocidade máxima de 150 quilômetros por hora – ela é limitada eletronicamente. De acordo com a fabricante, o Mini Cooper S E atinge de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos. E, para acelerar de 0 a 60 km/h, são necessários apenas 3,9 segundos. Perfeito para o trânsito da cidade.

Peugeot e208 GT

Peugeot e208 GT
Fonte: Quatro Rodas

Se você morar em São Paulo ou no Rio de Janeiro e tiver R$ 245 mil, você pode adquirir o primeiro Peugeot movido 100% à eletricidade – ainda não há previsão de venda em outras capitais. E o Peugeot e208 GT é um carro bem interessante de se guiar.

Vale ressaltar que, apesar de ser da família do 208, a versão elétrica foi totalmente planejada para esse fim. Não é, portanto, como alguns concorrentes que viraram automóveis elétricos a partir de adaptações de modelos movidos com motor à combustão.

Sem emitir ruídos, o motor movido a eletricidade oferece ótimos 136 cavalos de potência e 26,5 kgfm de torque.

Ele parte de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos – um bom desempenho, mas, como vimos, não é o melhor entre os concorrentes. A velocidade máxima é 150 km/h, assim como outros veículos da mesma categoria.

O Peugeot e-208 GT tem baterias de 50 KWh e, segundo a fabricante francesa, oferece autonomia de rodagem de até 340 quilômetros.

Há diversas opções para ser recarregar. O e-208 GT pode, por exemplo, usar o plug in do carro para se conectar a uma tomada residencial, de 110V ou 220V.

E o carregamento até nem é tão demorado (em comparação aos concorrentes): com 16 horas, a bateria estará completa.

Outra opção é usar um wallbox da Weg – vendido separadamente nas concessionárias Peugeot – de 7,4 kW. Com ele, é possível recarregar 80% da bateria em 6 horas.

Com um wallbox de 22 kW, a recarga é feita em apenas quatro horas. Nesse caso, porém, será necessário conectá-lo a uma rede trifásica.

Por fim, há ainda as estações de recarga ultrarrápida de 100 kW, onde o Peugeot e-208 GT recupera 80% da carga total em 30 minutos. Difícil, por ora, será encontrar uma.

Nissan Leaf

Nissan Leaf
Fonte: Quatro Rodas

Encerrando nossa lista de carros elétricos, apresentamos o Nissan Leaf. Trata-se de um carro elétrico já conhecido no Brasil – ele chegou ao mercado do país de forma experimental em 2010, e para todos os consumidores em 2019.

Até o primeiro semestre de 2021, poucas concessionárias do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, além das capitais da região sul, ofereciam o Nissan Leaf.

Mas a empresa está com forte plano de expansão, e cada vez mais podemos encontrar o modelo em concessionárias de outros estados brasileiros. O preço? Cerca de R$ 278 mil. O modelo que encontramos à venda no Brasil tem fabricação europeia.

Morar em uma cidade que tenha uma concessionária Nissan é um ponto importante. Isso porque, ao comprar o Nissan Leaf, você receberá o carro e a instalação em sua residência de um carregador externo de parede (o já citado wallbox) de 6,6 kWh.

Além disso, receberá um cabo de carregamento portátil – para usar em casa – e um adaptador para plug do tipo 2, utilizado em postos de carregamento gratuitos como os da BMW.

O Nissan Leaf acelera de 0 a 100 km/h em 8s42. A velocidade máxima informada pela fabricante é de 144 km/h.

A autonomia da bateria varia, mas é possível rodar 240 quilômetros no Brasil, e quase 400 quilômetros no Japão e na Europa – as variações têm a ver com normas de cada país.