Funcionamento da direção elétrica

O Que é Direção Elétrica? Entenda Tudo Sobre o Assunto

Entender o que é direção elétrica consiste em um aspecto fundamental, principalmente, na hora de escolher o seu próximo automóvel.

Nos dias atuais, há 2 tipos distintos de direções (bastante populares nos carros): a elétrica e a hidráulica.

Além disso, enquanto alguns consumidores preferem a segunda alternativa, os benefícios da primeira têm obtido um espaço cada vez maior entre os novos condutores.

O universo automotivo, buscando inovar com segurança, desempenho e conforto, está constantemente trazendo novas soluções tecnológicas e redução de custos.

Isso ocorre, até mesmo, nos veículos mais baratos – que já contam com direção elétrica.

Pensando nisso, apresentamos, ao longo deste artigo, as principais informações sobre a direção elétrica, abordando, também, as diferenças existentes entre ambos os modelos e suas principais características.

Boa leitura!

O que é direção elétrica?

O que é direção elétrica?
Fonte: Quatro Rodas

Apesar de existir há cerca de trinta anos, a direção elétrica é um grande facilitador para as pessoas que dirigem todos os dias, a fim de ir ao trabalho ou utiliza o veículo aos finais de semana para as atividades de lazer.

Juntamente a isso, a direção elétrica não afeta, somente, o funcionamento dos motores, deixando também os volantes mais macios e leves, pois funciona mediante um sistema independente, isto é, não utiliza diretamente a energia proveniente dos motores.

No Brasil, esse sistema vem obtendo uma quantidade cada vez maior de adeptos, dado o seu conforto e a sua praticidade.

Aliás, o primeiro automóvel equipado com esse tipo de direção surgiu em 1988. Trata-se do modelo Suzuki Cervo.

Desde então, essa condição se tornou necessária aos motoristas que usam o automóvel com frequência.

Em suma, a rotina dos condutores é positivamente impactada.

Principais diferenças entre a direção elétrica e hidráulica      

Uma das diferenças principais entre as direções elétrica e hidráulica pode ser encontrada na forma como elas reagem ao giro (esterçamento) do volante.

Nos veículos com o modelo hidráulico, há uma bomba responsável por gerar a pressão mecânica em fluido, levando as rodas dianteiras a se movimentarem.

A direção elétrica, em comparação, economiza e gerencia mais combustível e energia, à medida que está ligada diretamente ao motor, de forma a não possuir um modo especificamente desenvolvido para gerar mais economia.

Direção hidráulica

A direção hidráulica – também chamada de “direção assistida” – é o mais conhecido tipo entre os condutores.

De fato, o modelo se popularização ao longo dos anos de 1970, sobretudo, entre motoristas de caminhões.

Esse mecanismo é formado pelo reservatório de óleo, pelas tubulações de baixa e alta pressão e, especialmente, pela bomba hidráulica. Seus benefícios comprovam a redução dos esforços dos motoristas (até 80%) ao virarem os volantes.

Além disso, a manutenção é de baixo custo, sendo aconselhável para os condutores que estão começando a dirigir.

Essa recomendação se justifica pela facilidade na realização de manobras de estacionamento, por exemplo, a baliza.

A direção hidráulica, portanto, contribui para aumentar a precisão dos movimentos.

Entre os pontos negativos, destaca-se a impossibilidade de instalar a direção hidráulica nos veículos após saíres das concessionárias, pois, esse tipo de instalação tem que ser implementada na própria fábrica.

Assim, as manutenções são um pouco mais complicadas, requerendo a participação direta de profissionais especializados em solucionar problemas específicos, como os vazamentos.

Direção elétrica

A direção elétrica conta com um sistema que é independente do motor do automóvel. Isso permite que o volante fique mais suave e leve.

Diferentemente da direção hidráulica, portanto, ela se resume a uma peça apenas, prescindindo de bombas e mangueiras.

Ou seja, a direção elétrica opera de acordo com as variações na velocidade do carro.

Dentre as suas vantagens, destaca-se o fato de não prejudicar o meio ambiente, assim como o de ser, praticamente, livre de manutenções.

Essas características favorecem a economia de combustíveis, à medida que os veículos com direção elétrica não consomem – diretamente – a potência do motor.

Todavia, quando algum defeito se apresenta, a mão de obra necessária tende a representar valores mais elevados aos proprietários.

Funcionamento da direção elétrica

Funcionamento da direção elétrica
Fonte: Momento Vox

Conforme anteriormente mencionado, o funcionamento da direção elétrica não depende de nenhum tipo de óleos. Nesse sistema, o motor elétrico vem acoplado à caixa destinada à direção.

Simultaneamente, os braços que compõem a direção ficam bem mais leves, uma vez que o seu objetivo é converter as voltas dos volantes em movimentos laterais, transmitidos às rodas dianteiras.

Em síntese, um dos aspectos mais interessantes (e que reforça o apreço ambiental e a garantia do conforto aos motoristas com veículos dotados de direção elétrica) reside na possibilidade de realizar um torque no volante, a fim de girá-lo, como acontece normalmente com outros conjuntos.

Em outras palavras, um sensor óptico é responsável por captar esse movimento do condutor e o armazenar.

Então, em seguida, a vontade do motorista de realizar uma determinada curva é “interpretada”, considerando a velocidade angular do giro, o ângulo e o sentido.

A partir desse momento, é realizada a comunicação junto à central eletrônica desse sistema, buscando identificar a temperatura exata do motor.

Considere que o chamado “torque de apoio” pode variar segundo essas informações.

Este torque opera com o máximo de eficiência, principalmente, quando as temperaturas detectadas ficam abaixo dos 60° C.

Com efeito, o controle é tão preciso que, quando a marcação indica valores acima de 80 °C, a eficiência é reduzida em 75%.

Na direção elétrica, o motor é controlado diretamente por um módulo de comando (que é chamado de “MC”) com independência funcional.

Isso ocorre porque ele não está acoplado no motor.

Em suma, quando o carro se encontra em linha reta, o sistema – como um todo – opera em stand by.

Antes de mais nada, a rotação nominal é bem menor. Logo, o consumo energético é significativamente reduzido.

Sempre que algum movimento de rotação é identificado, o sistema eleva os seus níveis de rotação nominal, entrando no módulo de assistência máxima.

Nesse sentido, o auxílio aos motoristas é mais preciso e, sobretudo, imediato.

Desde um ponto de vista técnico, o mesmo sensor passa a enviar sinais de tensão (que oscilam entre 1,2 e 3,8 volts) aos pinos “volante a esquerda” (D 01) e “volante a direita” (D 09) pertencentes à unidade de comando.

Os sinais são interpretados e o motor elétrico é alimentado. Como ele fica na coluna da direção, todas as manobras são facilitadas e, consequentemente, o volante do carro fica mais leve.

Como escolher?

Para identificar o melhor tipo de direção, é altamente recomendável ficar atento às suas necessidades individuais.

Ao mesmo tempo, a direção hidráulica tende a ser mais útil aos condutores que estão aprendendo a dirigir, que realizam várias manobras e que precisam estacionar em vários locais.

Desse modo, a direção elétrica, por seu turno, deixa os volantes mais leves, sendo a opção indicada para quem utiliza o veículo com mais frequência (por exemplo, diariamente para ir ao trabalho), reduzindo significativamente os níveis de consumo de combustíveis.

Prós e contras da direção elétrica

O primeiro benefício da direção elétrica é seu destaque ambiental.

Por não ser ligada ao motor, ela não usa óleo ou combustíveis, entregando uma economia significativa em comparação aos sistemas hidráulicos.

Outra vantagem se dá em função de uma melhor adequação e assistência deste modelo, no que se refere, especialmente, à intensidade e à força da movimentação dos volantes – o que faz com que as rotações sejam mais precisas e adequadas às necessidades reais dos condutores.

Ademais, o sistema da direção elétrica responde melhor aos controles dos motoristas, pois, a realização e a captação dos movimentos ocorrem de forma muito rápida, de modo que não é necessário que os motoristas girem exaustivamente os volantes, especialmente, em trechos sinuosos (nos quais é imprescindível controlar bem o sentido da direção).

Se o sistema elétrico sofrer alguma pane, você dificilmente perderá o controle de seu automóvel.

O que ocorrerá é um endurecimento perceptível da direção, reduzindo substancialmente os riscos de eventuais acidentes.

Contudo, uma desvantagem clara do sistema de direção elétrica consiste nos custos de manutenção.

Afinal, a maioria dos problemas que sucedem nesse modelo incide sobre a bucha de direção.

Todavia, para o reparo, é necessário remover todas as peças que integram o sistema, à medida que todas ficam em movimento constante.

Este fator, embora relevante, é mais que compensado pela leveza nas manobras e pela segurança do carro em alta velocidade.

Em paralelo ao modelo hidráulico – que, no passado, era mais confortável durante as manobras – a direção elétrica é bem mais exata e leve.

Tal precisão é percebida pelos condutores quando o automóvel passa a sensação de maior controle e estabilidade.

Do mesmo modo, na direção elétrica, as repostas da direção tendem, ainda, a serem mais rápidas, intensificando a impressão de segurança e controle.

Outro aspecto importante é que o sistema não depende do motor para o seu funcionamento.

Isto é, se o propulsor não estiver em perfeitas condições, você não perceberá diferença alguma na maciez e leveza do volante – algo bem distinto do que acontece na versão hidráulica.

Valores

Na atualidade, a indústria automobilística investe pesadamente na produção de veículos cada vez mais equipados. Obviamente, isso inclui a direção elétrica.

À medida que todas as inovações tecnológicas são aplicadas nas montadoras, os custos decorrentes da direção elétrica chegam, também, aos consumidores finais.

Em contrapartida, a média de veículos mais simples que possuem a direção elétrica tende a variar entre R$ 50 mil e R$ 70 mil.

Todavia, há opções mais baratas, como o Renault Kwid, que custa em torno de R$ 45 mil com direção elétrica, firmando-se como um dos carros mais procurados.

Ao comparar os preços dos automóveis com direção elétrica e hidráulica, constatamos uma diferença significativa nos preços. Apesar disso, os valores não ultrapassam muito a média dos carros mais equipados.

Tenha em mente que todos esses fatores dependerão, inclusive, de outros benefícios entregues pelo carro, tais como o ano de fabricação, o modelo de câmbio (automatizado ou automático), entre outros.

Vale lembrar que os valores mencionados acima referem-se, exclusivamente, a carros zero quilômetro.

É possível encontrar, portanto, automóveis com direção elétrica bem mais baratos a partir de buscas efetuadas em sites especializados na comercialização de veículos usados.

Manutenção

A despeito dos benefícios oferecidos pela direção elétrica, é preciso ficar atento nas questões da manutenção.

Entre os problemas mais simples, por exemplo, com a bucha, pode custar até R$ 800, de modo que situações mais sérias podem ocorrer com o motor elétrico, excedendo os R$ 3.500.

Para impedir que isso ocorra, é altamente recomendável realizar, periodicamente, a revisão do automóvel. Dessa forma, você consegue evitar imprevistos e eventuais danos severos provocados por maus cuidados.

Logo, o controle elétrico pode ser utilizado em quaisquer tipos de veículos, porém, por ser não consumir recursos provenientes do motor e ser mais leve, é comumente empregado em carros de baixa potência, tais como os pequenos sedans e hatches.

Em conclusão o perfil dos motoristas deve ser levado em conta, pois, a manutenção é indicada para os condutores que não têm muita experiência com automóveis ou se cansaram dos vazamentos existentes na versão hidráulica, sobretudo, pela sua praticidade no trabalho.

Ocasionalmente, a direção elétrica tende a substituir, integralmente, a versão hidráulica. Esse movimento deve se consolidar em alguns anos.

Caso ocorra, é possível que todos os custos referentes à manutenção sejam reduzidos, de tal forma, que eliminará a única desvantagem que esse sistema apresenta.

Direção EHPS

Direção EHPS
Fonte: Blog Superbid

Existe no mercado, também, a EHPS (sigla para “Electric Hydraulic Power Steering”), sistema de direção tanto elétrica quanto hidráulica.

O objetivo é reduzir o consumo de energia nos automóveis com direção hidráulica, mediante a aplicação de 4 pontos centrais:

  1. Confiabilidade: uma vez que o EHPS foi desenvolvido por uma única organização, o nível de confiança é maior;
  2. Preservação da potência do motor;
  3. Modo de repouso (stand by): assegura a economia de energia;
  4. Desligamento da bomba hidráulica: a partida no motor se torna mais simples.

Agora que você conhece melhor o funcionamento e as principais características da direção elétrica, escolha um automóvel que se enquadre tanto em suas necessidades quanto em seus objetivos pessoais e/ou profissionais.

Não se esqueça, porém, que o modelo hidráulico é uma boa escolha para os motoristas inexperientes ou em fase de aprendizado.

Assim, se você já dirige há muitos anos e almeja guiar um carro com volante mais leve, é indicado procurar pela direção hidráulica, a fim de ter acesso a todas as suas vantagens.