diferença entre reboque e semirreboque

Diferença Entre Reboque e Semirreboque: Entenda

Embora as nomenclaturas sejam parecidas, há muita diferença entre reboque e semirreboque (ou, como alguns se referem, reboque e semi reboque).

Principalmente, a confusão entre os termos é proveniente do fato de que ambos servem para o transporte de cargas, mas, contando com funções e características distintas.

Similarmente, um dos elementos centrais para compreender essa distinção consiste no engate.

Isto é, enquanto os reboques são engatados somente em veículos automotores (que podem ser caminhões ou carros), os semirreboques, por sua vez, ficam apoiados, também, nas carrocerias dos veículos (que podem ser caminhões ou utilitários).

Essa é a forma mais simples para entender as diferenças existentes entre os semi reboques e os reboques.

No entanto, é crucial perceber as suas utilidades, à medida que tudo dependerá do peso e tipo de carga a ser transportado.

O que é reboque?

O que é reboque?
Fonte: sosbau

O reboque pode ser descrito como uma unidade de carga independente, capaz de transportar cargas quando engatado devidamente em algum veículo motor. Ele não possui meio próprio de tração.

Apesar de, por definição, não possuir motorização, ele pode se equilibrar sozinho, dada a sua composição em padrões de 2 ou mais eixos.

Dito de outra forma, os reboques são articulados por veículos que, conforme mencionado, podem ser carros (os mais conhecidos são as chamadas “carretinhas”), caminhões ou caminhões tratores.

Contudo, essa unidade de cargas pode ser engatada, também, na parte traseira dos semirreboques. Vale ressaltar, porém, que essa funcionalidade pode ser mais encontrada nas áreas rurais.

O que é semirreboque?

O que é semirreboque?
Fonte: sosbau

O semirreboque também é considerado um veículo de carga independente.

Ele deve ser acoplado a um caminhão ou veículo utilitário. Afinal de contas, além do apoio representado pelo engate, ele fica apoiado, também, sobre o próprio veículo de transporte.

Ainda assim, o semi reboque dispõe de 1 a 3 eixos. Por esse motivo, não conta com equilíbrio próprio.

A tração responsável por movimentar o semirreboque pode ocorrer, exclusivamente, mediante a ação do caminhão trator – mais precisamente, algum que pertença ao tipo chamado de “cavalo mecânico”.

Posteriormente, esse tipo de caminhão se popularizou nas vias rodoviárias, sendo amplamente utilizado para o transporte das cargas pesadas.

Em outras palavras, o engate que é capaz de unir ambos os veículos é o “tipo B”.

Tal engate liga os pratos dos caminhões com o pinhão de cada semirreboque (esses são os termos técnicos das peças responsáveis pela conexão, possibilitando a junção destes utilitários).

Entenda a principal diferença entre reboque e semirreboque

A principal diferença entre reboque e semirreboque
Fonte: Vialoc

De acordo com os elementos citados, tanto o semirreboque quanto o reboque são vistos como unidades independentes de carga, que necessitam de veículo motor para a sua articulação.

A principal diferença entre reboque e semirreboque, afinal, reside no modo como ficam acoplados ao veículo:

  • Os semirreboques ficam apoiados e engatados aos veículos motores;
  • Reboques ficam engatados e apoiados, apenas, ao veículo motor.

Tipos de reboque e semirreboque

diferentes tipos de semirreboques e de reboques. De forma geral, podemos entendê-los a partir da seguinte esquematização:

  • Semirreboques: essas unidades mantêm um maior contato com os veículos motores, de tal forma que a capacidade de movimentação é bem mais limitada. No entanto, eles são capazes de transportar as cargas mais pesadas;
  • Reboques: como eles são acoplados aos veículos motores, somente, por engates, suportando menos peso. Por outro lado, oferece uma mobilidade maior e um impacto menor de carga.

Os semirreboques podem ser encontrados em versões adaptadas às mais distintas funcionalidades e, ainda, perfis de carga.

Dentro os tipos mais relevantes de semirreboques, destacam-se:

  • Carga Zorra: destinado ao transporte das peças pesadas, tais como componentes de avião, hélices eólicas ou tratores;
  • Porta-contêineres: para o transporte de contêineres;
  • Cegonheira: duplas ou simples, servem para o transporte de veículos;
  • Tanque: indicada para transportar líquidos;
  • Basculante: utilizado no transporte de grãos e outros tipos de produtos e/ou cargas que são descarregados mediante o despejo;
  • Frigorífico: contêiner que permite o controle da temperatura, bem como a vedação;
  • Fechado: tipo de contêiner que assegura proteção contra a ação do ambiente e do meio externo;
  • Aberto: usado no transporte das cargas que prescindem de proteção adicional, sendo o tipo mais encontrado nas rodovias.

Como as “carretinhas” podem ser classificadas: reboque ou semirreboque?

As populares “carretinhas” são unidades acopladas diretamente aos utilitários ou veículos de passeio.

Essas opções são funcionais, sobretudo, para quem necessita transportar volumes de carga que excedem a capacidade própria do bagageiro.

É preciso conferir junto ao manual do proprietário, antes do engate, se a empresa fabricante do modelo em questão evidencia alguma especificação ou recomendação quanto ao engate das carretinhas, dos trailers ou quaisquer outros tipos de reboques.

Os condutores devem observar, também, se o peso de suas cargas é adequado à capacidade (considerando o máximo) de seus veículos.

Tenha em mente que a quantidade de passageiros é um aspecto que precisa ser levado em consideração.

Por exemplo, outro cuidado na utilização das carretinhas – assim como no uso de quaisquer outras categorias de reboques – pode ser encontrado no fato de que o peso é absorvido pelo eixo traseiro dos veículos.

De tal sorte que a parte dianteira ficará, invariavelmente, mais estável.

Ou seja, os motoristas precisam redobrar a atenção ao dirigir, freando de modo progressivo, a fim de evitar acidentes entre unidade de carga e veículo motor ou outros imprevistos.

Ademais, os veículos que puxam carretinhas ou reboques são considerados “veículos pesados”. Essa regra é válida, inclusive, para os semirreboques.

Ademais, os limites de velocidade são, sempre, inferiores em comparação aos carros de passeio.

Legislação 

Há certas normas de trânsito que são específicas para a utilização de carretinhas e reboques.

Embora não possuam motor próprio, esses veículos devem receber documentação e emplacamento, à medida que são tidos como unidades independentes.

Apesar de estarem isentas do pagamento de algumas taxas, como o IPVA (Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores), as carretinhas e os reboques devem ser licenciados, além de receberem equipamentos como:

  • Engate com a conexão de energia, visando estabelecer a ligação com o sistema responsável pela sinalização;
  • Estepe (elemento facultativo);
  • Freio de estacionamento;
  • Faixas reflexivas sinalizadoras;
  • Setas;
  • Lanternas;
  • Para-lamas;
  • Para choque.

Para conduzir veículos com reboques, os motoristas necessitam de uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) – na “categoria B”. Todavia, caso o peso dos veículos com reboques exceder aos 3.500 kg, o documento exigido é da “categoria C”.

Para os motoristas de veículos com semirreboques – que excedem os seis mil quilos – e com trailers acoplados, necessitam obter a habilitação na “categoria E”.

Não se esqueça de que, se os motoristas não seguirem essas regras, poderão ter os veículos apreendidos em uma fiscalização e, ainda, receberem multas graves.

Seguro

Ao contratar um seguro, fique atento ao fato de que as apólices, em geral, não cobrem o cavalo mecânico.

Entretanto, algumas seguradoras ampliam a RCFV (Responsabilidade Civil Facultativa) dos rebocadores aos semirreboques atrelados a eles.

Ao mesmo tempo, quando ocorre um acidente provocado por um reboque (em que a colisão atinge um dos semirreboques), gerando danos a terceiros, as apólices a serem acionadas serão aquelas referentes aos reboques.

Mas, há outras questões acerca de serviços e coberturas que devem ser observadas antes da contratação de seguros para semirreboques:

  • Acidentes causados por falhas no acondicionamento de cargas provocam, via de regra, a negativa deste processo, por parte da seguradora contratada;
  • Para reboques ou semirreboques, as contratações referem-se, exclusivamente, ao casco, sem incluir as cargas que serão efetivamente transportadas;
  • Assistência 24 horas: boa parte das empresas seguradoras não oferece essa cobertura, deixando muitos clientes sem esse importante serviço.